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Retrato de personalidade · não é currículo

Quem sou
eu?

Dificilmente caibo em uma única definição. Existe em mim uma combinação que parece contraditória de sensibilidade e racionalidade, independência e pertencimento, ambição e vulnerabilidade. Por fora, pareço mais leve e desapegado do que sou; por dentro, as coisas costumam ser bem mais profundas.

Passo boa parte da vida equilibrando estas quatro coisas

O que se vê e o que existe

Nenhuma dessas escalas fica parada

Observo pessoas, comportamentos, mudanças de tom e o que não é dito. Percebo quando algo mudou antes de alguém verbalizar, e talvez justamente por perceber tanto eu pense demais sobre certas coisas. Cada eixo abaixo oscila conforme o dia, o vínculo e o que está em jogo.

Sensibilidade

Sentir muito não é demonstrar muito

Me importo com pessoas, histórias, vínculos e memórias, e nem por isso demonstro isso o tempo inteiro. Guardo experiências por muito tempo: conversas, atitudes, momentos e, principalmente, o que senti em determinada situação. Não é viver preso ao passado; é que experiência emocional deixa marca profunda.

Racionalidade

Quando algo acontece, quero entender

Por que aconteceu, o que levou àquilo, qual era a intenção, o que poderia ter sido diferente. Existe em mim uma tendência natural de transformar emoção em análise, o que funciona como força enorme e também como armadilha, porque nem tudo que se sente se resolve intelectualmente. Às vezes entender não faz parar de doer.

Independência

Proximidade sem sufocamento

Preciso de liberdade para pensar, decidir, criar e seguir meu próprio caminho, e preservo uma parte de mim que seja exclusivamente minha. Isso não implica ausência de vínculo: posso querer alguém muito perto e, ao mesmo tempo, precisar de espaço. Provavelmente é o equilíbrio mais importante da minha personalidade.

Legado

Vontade de construir algo que permaneça

Existe uma ambição que passa longe de dinheiro ou status: criar, produzir, ensinar, influenciar, deixar contribuição. Poder olhar para trás e pensar que fiz algo que valeu a pena. Por isso o fracasso pesa mais do que deveria, menos por ser insuportável e mais pela pergunta que vem atrás dele: e se eu passar pela vida sem construir aquilo que sei que poderia ter construído?

Relacionamentos

Reciprocidade importa mais que companhia

Não basta estar junto; preciso sentir que minha presença faz diferença, que existe consideração, escolha e admiração. Nada disso tem a ver com controle. A relação ideal combina carinho, admiração, lealdade e liberdade. O que mais machuca não é perder alguém, mas perceber que eu me importava muito mais do que a outra pessoa se importava comigo.

Vulnerabilidade

A diferença entre não sentir e não mostrar

Minha tendência é administrar as próprias emoções sozinho: resolver, racionalizar, fazer uma piada, mudar de assunto ou desaparecer por algum tempo. Não é ausência de dor, é a sensação de que mostrar essa dor seria exposição desnecessária. Existe distância enorme entre não estou sentindo nada e não quero que você saiba o quanto estou sentindo.

A parte que precisa de vigilância

Toda personalidade tem um lado que exige observação

Quando estou inseguro, frustrado ou emocionalmente ferido, algumas características assumem o volante. O problema nunca foi tê-las, e sim deixar que elas comandem as decisões.

Abrir o lado sombra
  • orgulho
  • dificuldade de pedir ajuda
  • dificuldade de admitir que algo machucou
  • necessidade de reconhecimento
  • racionalizar sentimento
  • afastamento
  • comportamento contraditório
  • excesso de autocobrança
  • não aceitar o que não depende de mim
  • preciso de alguém / não preciso de ninguém

Minha maior evolução

Amadurecer é aprender seis coisas

No fundo, a busca é simples

O que realmente importa

propósitoliberdadepessoas verdadeiras construçãoconhecimentoexperiências significativas legado

E, acima de tudo, a sensação de que a vida está sendo vivida de maneira consciente, em vez de simplesmente acontecendo.

Um coração sensível escondido atrás de uma mente racional.
Em uma frase

Complemento simbólico, não explicação científica

A lente astrológica

Entra aqui como mapa complementar, do mesmo jeito que uma metáfora ajuda a organizar o que já foi dito acima. A correspondência é curiosa o suficiente para merecer registro.

Abrir o mapa simbólico
ElementoLeitura simbólica
Sol em CâncerSensibilidade, memória, proteção e pertencimento
Mercúrio em CâncerPensamento associativo e memória emocional
Lua em AquárioIndependência emocional e necessidade de espaço
Ascendente em GêmeosComunicação, curiosidade e adaptabilidade
Vênus em LeãoAfeto, lealdade e necessidade de valorização
Marte em LeãoDeterminação, expressão e orgulho
Júpiter em LeãoExpansão, criatividade e desejo de deixar marca
Saturno em AquárioIndividualidade, princípios e independência
Câncer quer pertencer
Leão quer ser especial
Aquário quer ser livre
Gêmeos quer descobrir